Resumo 3º Dia – Domingo 02.12.2007

O Domingo foi o dia em que as nossas jogadoras portuguesas entraram em acção.Cerca de 10 minutos após a nossa entrada no Pavilhão L’Ogive, começaram as pesagens. De realçar que este processo realiza-se de uma forma bastante diferente do que em Portugal, dado que os atletas deslocam-se sozinhos (como de resto acontece em toda a prova), apresentam os documentos oficiais (passaporte federativo, autorização parental e declaração médica) fazem o pagamento do valor da prova, pesam-se, confirmam a inscrição e categoria, etc… Como éramos estrangeiros o nosso treinador foi chamado para ser recebido pela Secretária Geral da Federação Francesa, de modo a agilizar as inscrições. (Nota especial para a amabilidade e simpatia de todos os dirigentes presentes)

A primeira jogadora a entrar em acção foi a Sara Moreira. A eficiência da prova foi tão grande que infelizmente não teve quase tempo de aquecimento. No que diz respeito à sua prestação, a jogadora esteve muito aquém das suas potencialidades e demonstrações que nos tem habituado. Acusou a tensão e cometeu erros que lhe ditaram a derrota por 8-6 face a uma adversária muito experiente mas mais fraca. Não conseguindo impor o seu forte jogo de pernas recorreu a acções motoras de braços que lhe valeram 6 pontos. A atleta que a afastou ficaria em 3º lugar.
De seguida foi a vez da jogadora Ana Monteiro. Com muito nervosismo causado pela ausência de resultados significativos dos seus colegas, superou-se e apresentou um jogo eficiente e assertivo que lhe valeu a vitória por 9-1 na primeira eliminatória. Mais uma vez o jogo de braços foi determinante pontuando 5 acções motoras Gyaku Tsuki. Beneficiou de três faltas da sua adversária por excesso de contacto à cara e pontuou por fim um óptimo Nihon através de Mawashi Geri Chudan interior.

Como as vitórias expressivas tem o problema de chamar as atenções, a sua próxima adversária entrou com um jogo bem delineado de modo a contrapor a táctica usada pela Portuguesa. A excessiva pressão e agressividade causada pela adversária surpreenderam a Ana que incapaz de virar o resultado perdeu por 9-0. O deslumbramento causado pela sua vitória no primeiro combate foi demasiado causando-lhe uma falsa sensação de tranquilidade, o que em parte se deve à sua inexperiência em combates de alto nível. A sua oponente conquistaria o titulo de vice Campeã na final.
Na repescagem encontra uma jogadora extremamente dinâmica e aguerrida. O resultado deste combate foi talvez o mais contestado pelos Portugueses (e também bastantes franceses), dando a derrota à nossa jogadora por um ponto. O resultado foi 6-5. A Ana entrou a marcar mas depressa perdia por 3-1 até 30 segundos do fim, altura que o jogo aqueceu, empatando a 3-3. A partir desse ponto as atletas revezaram-se na marcação por acções motoras de braços até que a 5 segundos do fim com a portuguesa a ganhar por 5-4 foi marcado um Nihon (2 pontos) por uma técnica que embateu na mão (não no braço, mas sim na mão) da nossa jogadora. Os restantes 5 segundos foram para a atleta francesa fugir pelo tatami sem ser penalizada por isso. Fugia-nos o 3º lugar, contentando-nos com o 5º posto.
Após o final da prova ocorreram as tradicionais despedidas onde fomos convidados a comparecer em algumas provas ainda este ano e renovaram o convite para a nossa participação para o ano neste mesmo evento. Segundo os responsáveis pela arbitragem e organizadores a equipa portuguesa surpreendeu com o seu jogo eficaz de braços (quase inexistente nos atletas franceses).

A viagem de regresso a casa fez-se com uma mescla de sentimentos, onde imperava no fundo uma noção de dever cumprido.




